Sinopsis
Um dia por semana, veja aqui os nossos destaques no mundo da cultura e das artes.
Episodios
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O universo feminino, florido e misterioso do artista são-tomense Leonardo Reis
05/11/2026 Duración: 16minHoje, vamos ao encontro do artista são-tomense Leonardo Reis, um dos representantes do sangue novo da pintura do arquipélago. Há precisamente um ano, ele expôs em nome próprio no Centro Cultural Português de São Tomé. A mostra intitulada “Sonhos, Corpos e Imaginação” teve curadoria de Kwame Sousa, um dos nomes mais sonantes das artes plásticas de São Tomé e Príncipe e também um dos seus mentores na pintura. Nascido em Dezembro de 2001, no norte da ilha de São Tomé, Leonardo Reis descobriu o gosto pela arte quando era criança. Começou por reproduzir o que via nos desenhos animados e depois aperfeiçoou-se a partir de 2022, no Ateliê M - primeira Escola Informal de Artes Visuais do arquipélago, sob a batuta de Kwame Sousa. Com obras presentes nomeadamente na galeria Cacau, na capital são-tomense, Leonardo Reis tem vindo igualmente a comercializar a sua arte no exterior. O seu universo visual oscila entre o figurativo e o onírico, figuras humanas, mulheres ondulantes e misteriosas vestidas com padrões floridos, e
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Janik Santos: "Uma das funções da arte, é tocar as pessoas, fazê-las mudar, ter boas memórias"
04/11/2026 Duración: 14minNeste magazine "Artes" vamos ao encontro de um jovem artista plástico de São Tomé e Príncipe, Janik Santos. Rosto emergente da pintura e da escultura são-tomense, ele é nomeadamente autor de uma escultura representando um falcão, um dos emblemas nacionais, feito da recuperação de pedaços de plástico multicolores, que está colocado à frente do Ministério do Meio Ambiente, em São Tomé. Com uma predilecção por esculturas de plástico ou metal representando animais, cães, galinhas, coelhos, temos a sensação -quando entramos no seu atelier- de estarmos no universo de 'Alice no país das maravilhas'. Os seus quadros também povoados de crianças felizes no meio de uma vegetação luxuriante sugerida por verdes e azuis intensos, também dão um indício sobre quem temos à nossa frente. Janik Santos assume-se como um artista que se alimenta do mundo da infância, mas não só. Nascido na cidade de Guadalupe, na ilha de São Tomé, em 1984, Janik Santos cresceu na arte, sendo filho e neto de artistas. De certa forma, não tinha como
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Festival de música WOMEX conta com a presença dos artistas portugueses Tó Trips & Fake Latinos e emmy Curl
21/10/2026 Duración: 18minDe 21 a 25 de Outubro decorre, em Las Palmas de Gran Canaria, nas Canárias, em Espanha, o festival de música WOMEX, World Music Expo, descrito como a maior conferência da cena musical do mundo e o encontro musical mais internacional do planeta. Dois artistas portugueses marcam presença este ano: Tó Trips, grande nome dos Dead Combo, que tocará com os Fake Latinos, e emmy Curl, artista transmontana que celebra 20 anos. A RFI esteve à conversa com os dois artistas. Tó Trips é um dos grandes nomes do panorama musical português. Nascido em 1966, em Lisboa, começou na música em meados dos anos 80, logo após o boom do rock português no início dessa década, tendo participado em bandas como os Amen Sacristi, Santa Maria, Gasolina em Teu Ventre! ou Lulu Blind. Em 2003, formou com Pedro Gonçalves o duo Dead Combo, uma música portuguesa que não depende de vocalista nem de letras e que mistura influências do fado, do rock e até do imaginário dos filmes western. O seu álbum mais conhecido, Lisboa Mulata, de 2011, remete p
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“Maternidade”: Hélder Bata filma o luto sem corpo e a dor invisível
14/10/2026 Duración: 07minNa curta-metragem moçambicana “Maternidade”, apresentada no FESTin, Hélder Bata parte do roubo de um bebé para explorar uma perda sem despedida e um sofrimento psicológico invisível. Entre depressão pós-parto, luto ambíguo, burocracia e tradição, o realizador interroga a forma como uma sociedade reconhece ou desvaloriza a dor das mulheres depois da maternidade. O nascimento de Lia deveria ser o princípio de uma vida nova para Amara e João. Porém, torna-se o início de uma ruptura quando uma mulher que se apresenta como voluntária entra no hospital e leva a criança. João procura respostas através das instituições, Amara fecha-se num sofrimento que altera a sua relação com o marido, com a família e com a própria realidade. Atormentada pelo choro da filha desaparecida, acaba por transferir o afecto para uma boneca que acredita ser Lia. A origem do filme está numa história real ouvida por Hélder Bata num podcast, a história que uma mulher relatava como quase perdera o bebé e descrevia as consequências psicológicas
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Terrinhas chega às livrarias francesas e revisita memória rural portuguesa
07/10/2026 Duración: 21minPublicado em Portugal em 2022 e distinguido com o Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís, Terrinhas chega agora aos leitores franceses, numa tradução de Hélène M. Melo publicada pela Chandeigne & Lima. No primeiro romance de Catarina Gomes, uma herança quase inútil abre caminho a uma reflexão sobre o Portugal rural, a ascensão social e tudo aquilo que uma família continua a transmitir mesmo quando acredita ter deixado o passado para trás. A tradução começa onde o romance parece resistir mais à passagem para outra língua, no título. “Terrinha” pode ser uma aldeia evocada com ternura ou com condescendência, mas pode também ser uma pequena porção de terreno. Em francês, explica Catarina Gomes, não existe uma palavra capaz de conservar todas essas camadas ao mesmo tempo. Se tivesse de escolher, privilegiaria a dimensão mais física: “Quis que fosse um livro sobre a relação que temos com o solo, com os grãos de terra, com sítios que há uma geração eram fonte de sustento e hoje, para a protagonista, não são nada s
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Vlady dá "grande passo" na carreira internacional e organiza primeiro concerto em Dakar
30/09/2026 Duración: 11minO cantor luso-guineense Vlady vai dar o seu primeiro concerto em nome próprio em Dakar, no dia 24 de Outubro. Vlady vai juntar vários cantores vindos da Guiné-Bissau, do Senegal e Gâmbia dando mais "um passo" na internacionalização da sua carreira. Vlady, cantor luso-guineense instalado em Paris, prepara-se para "um grande passo" na sua carreira, apresentando-se pela primeira vez em Dakar em nome próprio. O artista explicou em entrevista à RFI que a ideia do concerto que se realiza no dia 24 de Outubro nasceu em Dezembro de 2025, quando Vlady foi até oa Senegal para participar no concerto de outro cantor. "No mês de Dezembro, quando fui para Senegal para um concerto de um grupo de lá e eu não sabia se não se tinha muitos fãs no Senegal. Depois do concerto, houve tantos pedidos que eu pensei: tenho que fazer mesmo um concerto", explicou. As ligações culturais entre a Guiné-Bissau e o Senegal, especialmente a cultura madjaco, facilitam esta internacionalização. Vlady confessa que, sendo originário de Pelundo,
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Idio Chichava transforma o ruído de Maputo em dança em Paris
23/09/2026 Duración: 09minO ruído de um mercado de Maputo chegou este fim-de-semana, 19 e 20 de Setembro, à Cité du Cinéma, em Saint-Denis, nos arredores de Paris. Na inauguração do novo espaço cultural, o coreógrafo moçambicano Idio Chichava apresentou We Gather in the Embers of the Noise That Burns, uma criação onde corpos e vozes transformam a agitação diária em memória, resistência e celebração. Há buzinas, vendedoras que chamam pelos clientes, conversas sobrepostas e corpos que tentam abrir caminho. Para Idio Chichava, esse aparente caos sonoro não é apenas ruído é uma forma de contar a vida. Foi a partir da atmosfera do mercado de Xiquelene, um dos mais movimentados de Maputo, que nasceu a pesquisa de Dzudza, da qual deriva a performance apresentada durante o fim-de-semana de inauguração da Cité du Cinéma. “É mesmo um reflexo, um espelho dos nossos mercados em Moçambique, sobretudo do mercado de Xiquelene”, explica o coreógrafo. “Desde o momento em que se põem os pés lá, há muito ruído, muito barulho, muita intensidade.” Mas cad
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200 anos da fotografia - Délio Jasse: "Olhar para trás para construir o futuro"
16/09/2026 Duración: 08minDuzentos anos depois de Nicéphore Niépce ter fixado uma imagem de forma permanente, a RFI assinala o bicentenário da fotografia com o projecto multimédia “200 Anos-Luz”. Para o fotógrafo angolano Délio Jasse, a multiplicação das imagens não destruiu o olhar, mas tornou-o mais apressado. O desafio continua a ser regressar aos arquivos para compreender o presente e construir novas memórias. Há dois séculos, o extraordinário era conseguir fazer uma imagem permanecer. Hoje, num mundo em que se produzem e descartam milhares de fotografias todos os dias, o problema parece ser o contrário: como fazer uma imagem durar? Para Délio Jasse, fotógrafo angolano cujo trabalho cruza fotografia, documentos e arquivos, não deixámos de olhar, mas alterámos a maneira como o fazemos. “Banalizámos um bocado este olhar. Não perdemos, continuamos a olhar. Mas banalizámos a maneira de olhar para a fotografia. Esse é o grande problema.” Convidado pela RFI a pensar estes 200 anos de fotografia a partir de uma única imagem, Délio Jasse
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Kiala: A chancela literária que vai publicar só autores negros
14/09/2026 Duración: 10minA chancela Kiala, da editora Vírgula d’Interrogação, nasceu para publicar livros de autores negros em Portugal e para responder a uma subrepresentação no mercado editorial português, conta a criadora do projecto Elga Fontes. "Kiala” é uma palavra com raízes no kimbundu, uma língua Bantu de Angola, e significa "trazer luz ou iluminar”, o que traduz a ideia desta chancela: “trazer luz a vozes que ainda não estão presentes no mercado literário português”. “A Kiala é uma chancela do grupo editorial Vírgula d’Interrogação que pretende publicar livros de autores negros em Portugal”, começa por resumir a sua criadora Elga Fontes, que também é tradutora, revisora e fundadora da oficina editorial Quem Me Lera, o mesmo nome da sua página Instagram em que partilha, há anos, sugestões de livros com milhares de seguidores. Quisemos conhecer o projecto de Elga Fontes e convidámo-la a partilhar connosco a história da Kiala. Elga nasceu em Portugal há 31 anos, é angolana por parte da mãe e cabo-verdiana por parte do pai. Li
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Exposição em Paris tenta traduzir o que é o “chez-soi” num mundo de migrações
09/09/2026 Duración: 11minA Casa de Portugal André de Gouveia, em Paris, inaugurou, esta terça-feira, 8 de Setembro, uma exposição de arte contemporânea intitulada “Enfin, Chez-Soi?” [“Finalmente em casa?”] e que aborda os temas da identidade, do sentimento de pertença e das experiências diaspóricas. A mostra tem curadoria de Aïcha Lopes e Liliana Tavares Ribeiro e junta obras de Ana Isabel Freitas, Carlota Matos, Carlota Sandoval Lizarralde e de alunos do Atelier des Noctambules coordenado pela artista plástica Nathalie Afonso. Num mundo com um ADN de migrações e em que a identidade se vai construindo na itinerância, a exposição “Enfin, Chez-Soi?”, [em português “Finalmente em casa?”], aborda “uma construção íntima, social e política” que ultrapassa a mera dimensão espácio-temporal. Logo à entrada da mostra instalada na Casa de Portugal, na Cidade Universitária de Paris, podemos ler que “estar em casa já não se resume apenas a um sentimento interior, mas a um reconhecimento exterior – o do lugar, do olhar dos outros, dos quadros norm
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Alda Barros: “São Tomé e Príncipe é a minha poesia”
01/09/2026 Duración: 16minNeste programa Artes, conversámos com Alda Barros a propósito da obra "Outros Silêncios", o seu quarto livro de poesia depois de “A Flor Branca do Baobá” (2017), “Chuva de Prata” (2019) e “Something to Care About” (2026). Nascida no Pantufo, em São Tomé, em 1960, Alda Barros foi jornalista no período pós-independência ainda no seu país e depois foi para Angola, onde tirou Relações Internacionais e começou a trabalhar para a ONU. Seguiu-se uma carreira de 35 anos ao serviço das Nações Unidas, em que também trabalhou em missões na Guiné-Bissau, Timor-Leste, Burundi e República Democrática do Congo. A poesia sempre esteve presente, mas só começou a ser publicada nos últimos anos. Em "Outros Silêncios", a autora volta a São Tomé, num livro atravessado pelas memórias, pelo desejo, pelo tempo e pela crença no potencial terapêutico do silêncio e da poesia. RFI: Como nos poderia apresentar “Outros Silêncios”? Alda Barros, Autora de “Outros Silêncios”: “Começaria por apresentar ‘Outros Silêncios’ falando da origem de
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Realizadora angolana Pocas Pascoal distinguida no Festival de Cinema de Locarno
25/08/2026 Duración: 20minA realizadora angolana Pocas Pascoal, foi distinguida a 9 de Agosto com o 'The Open Doors - OIF Francophonie Award', no âmbito do Festival de Cinema de Locarno na Suíça que decorreu de 5 a 15 de Agosto. Durante o festival, a cineasta, autora nomeadamente de fitas como 'Memórias de Infância' em 2000, ou ainda 'Alda e Maria' em 2011, projectou a sua curta-metragem 'Time to Change', um filme sob forma de denúncia do colonialismo e apresentou o projecto pelo qual foi premiada, em torno da figura da cineasta francesa Sarah Maldoror, conhecida designadamente por ter acompanhado em imagem a luta de libertação de Angola. Em entrevista à RFI, a realizadora, a viver em Portugal há cerca de nove anos, partilhou a sua alegria por ter sido distinguida, falou da sua experiência como cineasta em Portugal e também evocou o que pretende contar na fita sobre Sarah Maldoror. RFI: Como se sente com o prémio que recebeu em Locarno? Pocas Pascoal: Sinto-me muito bem! Acho que é um grande impulso também para a minha carreira, que j
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Batida - do "Kuduro da Tuga" para novo género musical: retrospectiva
18/08/2026 Duración: 08minÉ um género musical recente, que já começa fazer vibrar os clubes e as cenas alternativas de várias capitais europeias. Nasceu nos subúrbios de Lisboa, nos anos 2000, criado por artistas da diáspora africana. Batida, é ritmo, é pulsação, é cadência. É o bater do coração transformado em música. 140 BPM para os mais entendidos. Como o kuduro de Angola. Rápido. Enérgico. A batida mexe com as regras da música electrónica. Mas o que é e de onde vem? "A batida para mim é tudo", diz DJ Marfox, um dos pioneiros do género. "É vida, é ar, é sol, é lua e noite, é dia. Para mim, é uma continuação da minha personalidade". É na Quinta do Mocho, norte de Lisboa, que tudo começa em 2004-2005, nomeadamente com a compilação DJs do Gueto Vol. I, produzida pelos DJs Marfox, Pausas e Fofuxo, e considerada uma das primeiras edições de Batida. "Entre 2001 e 2004, a coisa foi-se construindo, primeiro com o DJ Nervoso, depois eu também entrei em cena, com o DJs do Gueto, e depois expandiu para todos os guetos de Lisboa e tornou-s
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"A Nação Começa no Coração", um livro que quer fazer reflectir a sociedade são-tomense
10/08/2026 Duración: 08minKemilson D’Almeida, jovem jornalista são-tomense, escreveu "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" para travar as clivagens no seio da sociedade são-tomense e promover uma vida política mais saudável para todos os intervenientes, especialmente para o futuro do país. Com histórias, metáforas e reflexão, o jovem são-tomenses Kemilson D’Almeida quer através do seu livro "A Nação Começa no Coração – Reconstruindo o que o ódio, a divisão e a falta de caráter destruíram" que os são-tomenses criem um novo caminho para a democracia. Um caminho onde a difamação, os rumores e as ofensas não têm lugar na vida política e onde a sociedade são-tomense consiga projectar-se num futuro melhor para todos. Kemilson D’Almeida acredita que isto é possível se cada cidadão se responsabilizar pelos seus actos e se a educação cívica se fizer a partir da mais tenra idade. "A ideia surgiu justamente por observar algumas coisas na sociedade, sobretudo em São Tomé e Príncipe. V
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'Chef' cabo-verdiana Alia dos Santos: "A alma do sucesso está no amor pelo que a pessoa faz".
04/08/2026 Duración: 17minNeste magazine "Artes" debruçamo-nos uma forma de arte que faz parte do nosso quotidiano e que todos nós podemos -a certa altura- praticar: a gastronomia e mais concretamente a doçaria e a pastelaria. A conhecida 'chef' cabo-verdiana Alia dos Santos acaba de lançar o seu segundo livro de receitas, 'Sobremesas e Surpresas', uma obra que, como o título indica, apresenta diversos doces, bolos, sumos, gelados e também petiscos de Cabo Verde. Fundadora do conhecido 'Quintal da Música', na Cidade da Praia, um espaço que é simultaneamente uma sala de concertos e um restaurante que em 25 anos de existência se tornou um pólo incontornável da cultura do arquipélago, Alia dos Santos diz pretender dar a conhecer os saberes e os sabores do seu país. Em conversa com a RFI, ela fala dos momentos de convívio que a preparação de festas pode proporcionar, as reminiscências da infância ligadas ao 'bolo mármore' e ao doce de batata-doce e a importância de manter vivas as tradições gustativas do seu país. "O livro fala sobre a hi
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Luís Represas (1956-2026) representou uma "passagem na área da música popular em Portugal"
03/08/2026 Duración: 15minO português Luís Represas celebrava este ano 50 anos de carreira, tendo sido um dos mais importantes músicos do seu país. Morreu a 22 de Julho, com 69 anos, vítima de doença prolongada. A RFI passou em revista o legado de Represas com o musicólogo luso Pedro Félix. O Presidente português, António José Seguro, lembrou-o com emoção, descrevendo-o como um "músico de excepção, com um timbre de voz inigualável, que muito contribuiu para a afirmação e defesa da língua portuguesa". Já o Presidente timorense, José Ramos-Horta, disse que a sua canção Timor "fazia chorar as pessoas mais insensíveis". Foi a voz dos Trovante, banda de relevo do pós-25 de Abril, conhecida por êxitos como Perdidamente ou 125 Azul. Com a separação do grupo, em 1992, Luís Represas iniciou uma carreira a solo, aproximando-se de uma vertente mais pop. Citamos o seu maior êxito, Feiticeira, lançado em 1993, em colaboração com o compositor cubano Pablo Milanés, falecido em 2022. O musicólogo luso Pedro Félix, em entrevista à RFI, resume-nos o ex
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Peça “Nasr et Dinn” leva “liberdade, tolerância e muita ternura” ao Off Avignon
16/07/2026 Duración: 11minA peça de teatro “Nasr et Dinn” revisita o universo de uma personagem lendária do mundo oriental, famosa pelas suas histórias curtas que misturam humor e sabedoria popular. O espectáculo está no Festival Off Avignon até 25 de Julho e fomos conversar com a actriz Valérie da Mota sobre a peça infantil que aborda temas como a liberdade de pensamento, a tolerância e o espírito crítico. Quem foi Nasreddine Hodja e por que é que as suas histórias continuam a ecoar com os dias de hoje e a serem transformadas em peças de teatro? Foi o que fomos perguntar a Valérie da Mota, actriz e fundadora da companhia de teatro Va Sano Productions, que está pela segunda vez no Festival Off Avignon, agora com a peça “Nasr et Dinn”. O espectáculo revisita o universo desta personagem lendária do mundo oriental, conhecida pelos seus contos morais e divertidos. Interpretada e encenada por Valérie Da Mota e Romans Suarez Pazos, a peça acompanha as aventuras de Nasr, de Dinn e do seu inseparável burro numa viagem repleta de encontros, qu
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“A Mulher Desarvorada” quebra silêncios sobre maternidade e condição feminina em Avignon
15/07/2026 Duración: 19min“A Mulher Desarvorada” é um monólogo inspirado no livro “A Mulher Desiludida”, de Simone de Beauvoir, e está em cena no festival Off Avignon até 25 de Julho, com o título francês “La Femme Déracinée”. Em palco, Tati Pasquali, a actriz do espectáculo que também assina a dramaturgia, fala sobre a violência do parto e do pós-parto, a sobrecarga mental e física da maternidade, a persistente desigualdade homem-mulher, a devoção feminina transgeracional à família e o abandono, entre muitas outras coisas. “Quando é a mulher que cuida de tudo, quem é que cuida dela quando tudo desaba?”, questiona Tati Pasquali na entrevista que deu à RFI, em Avignon. “A Mulher Desarvorada” é a história de uma mulher que abdicou de si própria para se dedicar à família. Conta a violência do parto, a depressão pós-parto, a transformação do corpo feminino, o desdém do olhar masculino sobre esse mesmo corpo, a sobrecarga da maternidade, a solidão, a traição e o abandono. “É a história dessa mulher que abriu mão da sua profissão e tornou a
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Bestiário inquieto de Regina Pessoa ilustra peça de Satie no Off Avignon
14/07/2026 Duración: 16minAs sombras poéticas de Regina Pessoa estreiam-se no teatro. Aquela que é uma das mais célebres figuras do cinema de animação contemporâneo português e europeu desenhou um carnaval de animais para o espectáculo musical "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] que está no Festival Off Avignon. A obra foi criada por Erik Satie há mais de um século e era composta por peças musicais com textos surrealistas. Agora, Regina Pessoa desenhou um bestiário inquieto e radical, inspirada pelo impacto das alterações climáticas. "Sports et Divertissements” [“Desportos e diversões”] é apresentada como uma ֶópera de bolso visual e é feita a partir de um trabalho de 1914 do compositor e pianista francês Erik Satie. Mais de um século depois, chega ao Festival Off Avignon uma adaptação encenada por Hervé Tougeron, com composição musical de Catherine Verhelst e ilustrações de Regina Pessoa. Erik Satie desenhava com notas musicais, Regina Pessoa desenha com sombras inquietas. Originalmente, as peças falavam, de forma s
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Homenagear Frida Kahlo e revisitar Racine no Festival Off Avignon
14/07/2026 Duración: 11minNeste programa vamos conhecer Ana Lorvo que sobe ao palco em duas peças no Festival Off Avignon: “Libre de Cojear” e “Andromak”. A primeira é inspirada na vida de Frida Kahlo, foi co-escrita por Ana Lorvo e Alice Schwab, e é um solo interpretado pela nossa entrevistada. A segunda é “Andromak”, uma releitura contemporânea do clássico de Racine, numa encenação de Cyril Cotinaut. Ana Lorvo tem uma fascinação por Frida Kahlo desde criança, quando foi visitar a Casa Azul da pintora, na Cidade do México, e de lá não queria sair, como gosta de contar o seu pai. Desde então, a admiração pela artista não parou de crescer até chegar à criação desta peça “Libre de Cojear” que está no Festival Off Avignon. O texto foi escrito a quatro mãos, em espanhol e em francês, com a encenadora Alice Schwab. Em palco, Frida é interpretada por Ana Lorvo, num solo habitado pelos fantasmas do aparatoso acidente de autocarro que fez do seu corpo martirizado a origem e o centro da sua pintura, assim como a fonte da sua fúria de viver. “É